
Inteligência humana para
conhecer, refletir e agir no local
Revista interdisciplinar das áreas de Educação, Ambiente, Ciências Humanas e Sociais editada por PAROLE SOCIOAMBIENTAL.
ISSN: 2965-5005
Editora chefe
Denise Pini Rosalem da Fonseca
Este é um periódico de acesso aberto, o que significa que todo conteúdo está disponível gratuitamente para leitura, download, cópia, distribuição, impressão e reutilização, inclusive para fins comerciais, desde que seja devidamente atribuída a autoria original. Os materiais são publicados sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que permite também a adaptação, remixagem e criação de obras derivadas a partir dos conteúdos publicados, sem necessidade de autorização adicional, desde que sejam respeitados os termos de citação e reconhecimento dos autores e da fonte original.

Organizadores
Anápuàka Muniz Tupinambá Hãhãhãe
Paulo Galvão Tapuia
Thalison Correa Tembé
https://doi.org/10.5281/zenodo.20261315
Lançada no Dia Mundial do Meio Ambiente no contexto da Rio Nature and Climate Week, com o apoio do Climate Reality Project Brasil.



vozes que reconfiguram territórios:
autoria plural, epistemologias em disputa e
protagonismo socioambiental indígena
Denise Pini Rosalem da Fonseca
João Eduardo Poddis de Aquino

Distribuição dos autores por eixos temáticos
Eixo I – Territórios, observa-se uma maior concentração de autores nos estados do Sudeste, com destaque para São Paulo e Minas Gerais, além de presenças relevantes no Rio de Janeiro e na Bahia.
Eixo II – Culturas, a concentração se desloca para o Sul, com forte presença no Rio Grande do Sul, enquanto São Paulo se mantém bastante ativo, indicando um polo consolidado de produção de conhecimento sobre territórios indígenas e suas formas de viver.
Eixo III – Resistências, há uma ampliação territorial mais significativa, com destaque para estados do Centro-Oeste e Sudeste, como Mato Grosso e Minas Gerais, além de contribuições importantes no Nordeste, especialmente na Bahia.

Localização dos lugares de fala e pertenças
Observa-se que o debate sobre o Bem Viver emerge de múltiplos lugares de experiência, memória e enunciação de formas diferentes.
As pertenças autodefinidas revelam e tensionam as desigualdades históricas de acesso à produção acadêmica e editorial e afirmam a importância da pluralidade epistêmica na construção de perspectivas socioambientais contemporâneas.
Destaca-se a presença de autores indígenas vinculados a contextos urbanos e negros vinculados aos territórios de terreiro, indicando que os saberes reunidos neste dossiê não se limitam aos circuitos acadêmicos tradicionais, mas dialogam com experiências comunitárias, ancestrais, espirituais e territoriais que sustentam formas outras de compreender a relação entre sociedade, natureza, educação e justiça.

Localização dos povos originários representados
A distribuição espacial de 15 identidades indígenas: Wayuú, Saraguro, Kanamari, Kokama-Mura, Borari, A’uwẽ Xavante, Warao, Kuikuro, Atikum, Tupinambá, Tapuia, Tembé, Kaingang e Goytaká evidencia a presença de sujeitos indígenas em múltiplos biomas, ecossistemas e contextos sociopolíticos da América do Sul, articulando Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e territórios costeiros em uma rede viva de pertencimentos e deslocamentos.
Mais do que representar “lugares de origem”, o mapa sugere a emergência de uma leitura contemporânea baseada no conceito de corpo-território, no qual o território deixa de ser compreendido apenas como delimitação geográfica para tornar-se experiência encarnada, memória coletiva e continuidade cosmopolítica inscrita nos corpos dos sujeitos indígenas que circulam, resistem e recriam suas identidades em contextos urbanos.
Fonte: AQUINO, J.E.P. (2026). Mapeamento de autorias do dossiê “Territórios do Bem Viver: pertenças,
culturas, resistências” da revista Letramento SocioAmbiental, v4.n1 (2026). PAROLE Socioambiental.
Apoio técnico do Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho (UNESP).
letramento socioambiental indígena:
pluralismo jurídico e justiça climática no marco do bem viver
Anápuàka Muniz Tupinambá Hãhãhãe
a natureza como sujeito de direitos:
os povos indígenas como seus legítimos representantes
Gabriel dos Anjos Vilardi SJ
direitos da natureza e cosmologia indígena:
ética, valores e proteção do meio ambiente
Fernanda Carrasqueira Futuro
impactos de uma política indigenista negocial e assistencialista
Roberto Antonio Liebgott
Ivan Cesar Cima
más allá de la infraestructura:
agua, territorio y resistencia indígena en arroyo guerrero
Carlos Busón Buesa
território de caatinga e maracás:
retomada, biodiversidade e transição energética em disputa
Amanda Sousa Silvino
Maria de Fátima da Silva
Eda Elif Tibet
Evandro Albiach Branco
gentrificação em alter do chão:
percepções dos moradores sobre as mudanças nos modos de vida
Rosinete Santos dos Reis
Ana Beatriz Oliveira Reis
ecologias ancestrais e justiça socioambiental:
emergência étnica e meio ambiente no piauí contemporâneo
Maria do Socorro Santos Costa Braga
efeitos do fogo sobre habitats e comunidades de aves:
bacia do rio culuene no território indígena do xingu
Yuri Kuikuro
povos originários no mosaico mata atlântica central fluminense:
Verônica Almeida dos Anjos
Jorge Luiz do Nascimento
pertenças, culturas e resistências
Alan Alves-Brito
entre folhas, águas e ancestrais:
o território de candomblé como território do bem viver
Matheus de Sousa Teixeira
corpo-território em movimento e protagonismo indígena matriarcal:
territorialidade indígena e ancestralidade
Amanda Mara L. de Oliveira Goytaká
Iasmim Oliveira Passos
mudanças climáticas, territórios e erosão cultural:
impactos sobre povos indígenas e tradições culturais
Paulo Galvão
Cláudia Sales de Alcântara Oliveira
professores kaigang, língua escrita e enfrentamento de estruturas
Beatriz Kaigang Ferreira
Adriana Colling
empreendedorismo e turismo de base comunitária:
a experiência da associação de catraieiros de alter do chão
Rosinete Santos dos Reis
Dorival Bonfá Neto
territórios do sagrado e do bem viver:
saberes kanamari, ancestralidade e resistência indígena
Inory Kanamari
a indústria cultural do agronejo:
observações desde uma análise do discurso ecofeminista
Daniela Rosando
Fabio Alves Gomes de Oliveira
Thiago da Silva Gabry
indígenas urbanos e a disputa por reconhecimento
Thalison Bruno Campos Correa
nos limites da modernidade colonial
Juliana Mota Diniz
gestão política da morte e políticas geradoras da vida:
violência contra os povos indígenas e horizontes do re-existir
Iara Tatiana Bonin
retomada como sinônimo de resistência identitária:
territorialidade indígena e ancestralidade
Gilberto Vieira dos Santos
cartografia social, territorialidades e bem viver na amazônia
Lívia Victoria Warol Carneiro
cuidado, reciprocidad y no-extractivismo desde la chakana andina:
vinculación universidad-comunidad como práctica ética de creación de conocimiento
David Santiago Salinas Aleaga
Ingrid Weingärtner Reis
Vania Ribas Ulbricht
entre o apagamento e a continuidade:
resistência indígena no cotidiano juriti
Maria Conceição Lima Amazonas
bem viver, território e educação climática:
saberes originários como caminho de justiça socioambiental na amazônia
Mayara Alves Barbosa
educação climática como ponte ancestral:
territórios do bem viver e resistência cultural na amazônia
Rodolfo Beltrán Bravo
os warao como guardiões da ecologia integral no bioma pantanal
Aloir Pacini SJ
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